Elliot Sloan girou vários 720° tailgrb até chegar no 900°Crédito da imagem: Nefttalie/Maloof Money Cup
O skate é cheio desses paradoxos. A competição do Maloof Money Cup da África do Sul já estava encerrada, os ganhadores já estavam com seus troféus, mas Elliot Sloan sabia que aquele era momento de voltar o 900° tailgrab pela primeira vez em uma mini-megarrampa.
A rampa conspirava contra. As chapas de Skatelite, madeira especialmente desenvolvida para a construção de pistas de skate ficaram presas na alfândega em Durban. Os skatistas tiveram que competir em um Half Pipe parcialmente revestido com Masonite (chapas mais escorregadias) e algumas chapas de Skatelite.
As mesmas chapas de skatelite tiveram que ser reaproveitadas na construção da mini-megarrampa. Mas o que mais atrapalhou foi o vento que dificultava até os skatistas de street a fazerem suas manobras.
Mas Elliot Sloan não se preocupou com esses obstáculos, foi pra cima e voltou a manobra que lhe estava atormentando há um bom tempo. Elliot chegou a tentar mais de 100 vezes o 900° tailgrab na Mega dos X Games, agora em uma estrutura um pouco menor o skatista finalmente conseguiu girar com perfeição. Um belo final para um fim de semana histórico para o skate sul-africano.
O dia 2 de outubro entra para a história do skate africano. Foi o dia da realização do primeiro Maloof Money Cup realizado no continente africano. A disputa aconteceu em Kimberley, na África do Sul e mais uma vez teve a presença de grandes nomes do skate mundial em busca de uma das maiores premiações do skate. Desta vez, só tivemos a participação de brasileiros na diferenciada disputa de vertical/mini megarrampa, que premiou os skatistas com melhor aproveitamento nas duas modalidades. Foram quatro brasileiros entre os dez finalistas do vertical. Bob
Burnquist foi o melhor entre eles, finalizando em segundo lugar, e Pedro Barros, fechou o pódio com um ótimo terceiro lugar na competição. O campeão do vert foi o canadense Pierre-Luc Gagnon.
O campeão do street foi o skatista de New Jersey, Ishod Wair, que levou a gorda premiação de 100 mil dólares. Em segundo lugar ficou o sulafricano de Durban, Tommy Fynn, que embolsou 40 mil dólares, além de representar muito bem o skate africano na disputa.
Veja abaixo os resultados do Maloof Money Cup na África do Sul: Street
1º Ishod Wair – $100,000
2º Tommy Fynn – $40,000
3º Collin Provost
4º Jack Curtain
5º Ryan Decenzo
6º Dave Bachinsky
7º Greg Lutzka
8º Kurtis Colamonico
9º Lizard King
10º Nick Merlino
11º Manny Santiago
12º Evan Smith
Vert/Mega Mini
1º Pierre Luc Gagnon
2º Bob Burnquist
3º Pedro Barros
4º Adam Taylor
5º Alex Perelson
6º Andy Macdonlad
7º Sandro Dias
8º Elliot Sloan
9º Marcelo Bastos
10º Jake Brown
Mega Mini Best Trick
1º Elliot Sloan – Tailgrab 900
Pedro Barros na minimega (foto: Maloof Money Cup)
Bob Burnquist (foto: Maloof Money Cup)
Bob Burnquist, caballerial no handed Maloof Money Cup
Aos 22 anos um jovem skatista, que em sua trajetória já havia faturado um vice-campeonato Paulista, se envolveu num novo projeto ao se encontrar com outros caras como ele. Ali nasceria um marco na história do rock nacional.
Apelidado de Chorão pelos amigos do skate, Alexandre Magno Abrão buscou imprimir sua personalidade nas letras e integrar aos ritmos que o influenciavam. Enfim, criou algo novo, com identidade.
Assim nasceu o Charlie Brown Jr, anos depois, uma das maiores banda de rock do país.
A música oferecida pelo CBJr gerou identificação com o público por tratar de temas irreverentes e em outras ocasiões protestantes. Sempre de uma forma escancarada, do tipo “tapa na cara” de quem fosse.
A banda ganhou notoriedade, bombou nas rádios e foi trilha sonora de novelas globais.
Em meio a tanto sucesso, Chorão manteve suas raízes na cidade de Santos.
Em 2006 encontrou uma forma de devolver ao skate tudo o que ele o havia proporcionado. Inaugurou sua própria pista de skate, o Chorão Skate park, uma nova opção aos adeptos do esporte na Baixada Santista, onde continua fazendo suas sessões e incentivando a prática do skateboard.
Agora, a banda inclui um novo elo entre sua ligação música x skate. A Etnies, umas das maiores marcas de skate do mundo, passa a contar com o Charlie Brown Jr em seu projeto cultural, o Listen Etnies. A marca planeja realizar várias ações para o futuro próximo. A primeira delas será realizada através das redes sociais da marca, uma promoção que promete chocar os fãs da banda.
Confira no vídeo os cumprimentos do próprio Chorão após entrada na Etnies.
Tony Hawk na capa da Thrasher Magazine (novembro/1986. Foto: Mofo)
O Brasil não pára de receber as lendas do skate mundial. Depois de Hosoi, Caballero, Alva e Cardiel, chegou a vez de Tony Hawk vir ao nosso país para uma demo exclusiva. Ele se apresentará durante o evento Jump Festival, que acontecerá no Ginásio do Ibirapuera, em Sampa, no próximo domingo (9 de outubro).
Por conta de seus grandes feitos, acho que não é necessário falar da biografia de Tony Hawk, um dos skatistas que revolucionou não só o vertical, como o mercado do skate, ampliando-o para outros horizontes - como os dos games.
Além de Tony Hawk, a demo contará com a presença de Sandro Dias e do norte-americano Kevin Staab. Espero que Hawk seja mais receptivo que da outra vez que veio ao Brasil, na década de 80, e mude um pouco de sua imagem perante os skatistas brasileiros.
Oitava edição do Jump FestivalData: De 06 a 09 de outubro Local: Ginásio do Ibirapuera - Rua Manoel da Nóbrega, Nº 1.361 - Ibirapuera, São Paulo (SP) Inscrições: No próprio local do evento. Gratuitas e limitadas.